Resumo: O que Machado de Assis nos ensina, ou pode ensinar, sobre xadrez e Inteligência Artificial.
Palavras chave: Inteligência Artificial – Linguagem – Arte- Ciência.
Key Words: AI – Languages – Arts – Sciences
Mots-clefs : IA – Langue – Art – Science
Palabras – llaves : motores – lenguaje – arte – ciencia
Norberto Wiener (1898-1964) um dos pioneiros da Revolução Técnico Científica e Informacional, em Deus, Golem, e Cia. (God, Golem, Inc., 1964), publicado no ano de sua Morte, penso eu, pensava que o método de pesquisa de Inteligência Artificial, matariam o xadrez como desporto.
Já Miguel Moseeiviti Botvinnik, em sua obra O Algoritmo do Xadrez (Publicado também em ingles Long Term Planning), respondeu da seguinte maneira: no futuro existirão dois campeonatos : um de máquinas e outro de humanos. E de fato já é assim há muito tempo.
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(Desde o nascimento da “Cibernética” (1948, Norbeto Wiener), a construção do ENIAC (Eletrical Numerical Integrator Arithimetic Calculator), o xadrez já era usado em pesquisas.
À rigor, desde o nascimento da Psicologia como ciência. A rigor, Alfredo Binet, o criador do método de Cálculo do QI, isto é, o Quociente de Inteligência, em 1894, já o xadrez era objeto de estudo. Binet pesquisou grandes calculadores, a memória visual e auditiva, e a memória espacial.
Será que isto mencionado acima, opõe os homens máquinas? (Não é por acaso que Wiener, em seu último livro, pesquise e indique: “Ao homem o que é do homem. E à máquina o que é da máquina”.
O que separa homens de máquinas? Em primeiro lugar, creio eu a consciência e autoconsciência da Humanidade. (Quem me chamou a atenção para o instigante percurso de Jorge Lukács, que refez por conta própria, toda trajetória da Filosofia clássica Alemã, foi Leandro Konder).
Os animais, e embora por sua constituição biológica e físico-química, o homem seja um animal, embora, não menos importante, ele possua consciência e autoconsciência, devido a sua formação gregária para a produção e reprodução da vida, ele fabricou utensílios, e também (aliás como salientou Gordon Child), o homem aprendeu a acender e a conservar o fogo acesso. (Leandro Konder, Marxismo e Alienação).
A evolução da Humanidade como espécie dominante do planeta Terra (Somos 7 bilhões, capazes de alimentar 14, mas existem catástrofes que ameaçam nossa espécie: a Guerra, A Fome, A doença e a Morte). Neste último sentido está contida a inversão do método do idealismo alemão, para construirmos a necessidade de consciência e autoconsciência de nossa Humanidade.
Por que, às vezes eu mesmo me alieno de minha humanidade?
A resposta seria extensa, mas para os propósitos deste artigo de divulgação científica, até mesmo porque aquela dependeria de toda Humanidade, tomamos o homem como ser prático e transformador da natureza e de sua própria condição humana, que fabrica algumas “ferramentas” (alguns definem justamente o homem como Tool Maker, um fabricante de ferramentas).
Uma delas é a linguagem. Produto da vasta evolução do trabalho humano, a linguagem se especificou, devido ao processo catastrófico da escravidão do trabalho, da divisão da sociedade, em classes sociais antagônicas, a especialização do trabalho, e a que poucos acumulem o fruto do trabalho humano, a unidade da Família Humana se rompeu.
Esta mesma deve ser nossa preocupação com a Arte, para que ela cumpra a função de consciência e autoconsciência, sobre ciência, a própria arte, a linguagem e ferramentas (máquinas).
Antônio Houaiss, renomado filólogo brasileiro, afirmou ser a linguagem: “O instrumento dos intrumentos”.
O nascimento das linguagens de programação, tem por origem, o fato de Wiener ser aluno de Bertrand Russel, que em 1917 lançou Principia Mathemática, onde é proposta a noção de que a Matemática é linguagem. A maioria das linguagens de programação é um subconjunto do idioma inglês. (Fortran, Pascal, C, C++, linguagens orientadas por objetos, como Python (que pode ser traduzida em pt br por Jibóia), que contêm em sua biblioteca de soluções algoritmicas, uma delas poliglota).
Passando para o xadrez no Brasil (veja Introdução à uma Estética do Xadrez, por Reinaldo Pedreira Cerqueira da Silva – Clube de Autores), o moleque Machado de Assis, vendedor de quitutes, tipógrafo, e escritor. Ele ficou em terceiro lugar no Torneio de xadrez de 1880 no Rio de Janeiro.
O xadrez é uma narrativa de vida. E o conhecimento deste jogo transformou profundamente a vida e a obra de Machado de Assis. O fez perceber a necessidade de incluir este aspecto alienado da sociedade brasileira quatro séculos de donos de terra e gente.
O xadrez combina justamente os opostos: ataque e defesa, vantagem e desvantagem, intuição e cálculo exato, etc.
E o que podemos fazer como tomada de posição da inteligência? Acabar com o analfabetismo político e a ausência da complexa tarefa de leitura de mundo como exercício pedagógico de amor e emancipação da Humanidade.




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